segunda-feira, 30 de julho de 2012

O meu 16º carro...


Como facilmente poderão imaginar, depois de ter tido alguns desportivos de renome no meu 'portfólio automóvel', estar 'restringido' a um parque automóvel composto por um Volvo S40 1.6 e um Opel Corsa 1.2, começava a gerar-me um profundo sentimento de 'automobilis frustratus'! ;-)
Para um 'aficionado', nada pode ser mais desmotivante do que não sentir prazer na condução de um carro e, não fosse (na altura) a possibilidade de me deslocar de mota e sentir algumas sensações mais 'fortes', confesso que teriam sido uns anos difíceis de ultrapassar!
A mota para o dia-a-dia era uma Gilera Nexus 500, a qual, não sendo uma mota 'desportiva' , tb não encaixava propriamente no estilo 'scooter' puro…



Sendo que o Volvo era o 'carro de empresa' e quanto a esse nada havia a fazer, olhando para o Opel Corsa, era chegada a altura de 'abrir os cordões à bolsa' e apontar para algo um pouco mais 'interessante'!
O último descapotável que me passou pelas mãos tinha deixado imensas saudades e assim estava decidido, tinha que ser um descapotável!
Dirigi-me ao meu stand de confiança e, combinada a entrega do Opel como 'moeda de troca', foram-me apresentadas 2 alternativas para um mesmo formato de descapotável 'low cost', com 2 lugares.
Depois de analisadas e experimentadas as duas viaturas e sendo que o preço era 'taco-a-taco', a escolha recaiu sobre um Mazda MX-5 1.8 de 2000, o 11-35-PC!!


O 'carrinho' tinha 71.000km percorridos até à data, vinha equipado com AC e era de um proprietário criterioso, que o tinha mantido com grande cuidado!
Estava excelente de pintura, bem como de interiores e a capota de vinil, com óculo traseiro em vidro e desembaciador, estava absolutamente impecável!
O facto de a capota ser 100% manual e de funcionamento extremamente fácil, era uma garantia de que haveria menos uma coisa para se avariar! :-)

A versão 1.8 debitava cerca de 140cv, o que aliado a pouco mais de 1.000kg de peso, motor à frente e tracção traseira, tornavam este MX-5 num verdadeiro 'kart', sendo extremamente divertido e entusiasmante de conduzir! O manuseamento da caixa de 5 velocidades era um regalo, bastando uns rápidos movimentos de pulso para accionar o pequeno selector primorosamente colocado! A não contribuir para uma posição de condução 'ideal', estava uma colocação demasido baixa do volante (um 'Nardi' mas sem regulação), que obrigava a que se chegasse o banco um pouco mais atrás do que o normal para evitar tocar com a parte superior das pernas no volante…


 Uma excelente solidez de construção/montagem aliada a uma escolha de bons materiais, deixavam perceber que aquele pequeno japonês tinha sido feito para fazer, sem problemas, muitas centenas de milhar de quilómetros!

O motor, sempre solícito e àvido por rotações, era no entanto, 'discreto' no seu funcionamento… impunha-se portanto uma mudança da panela final para algo mais 'audível', que tornasse o 4 cilindros do pequeno Mazda num motor mais 'encorpado'… pelo menos ao nível dos dB emitidos! :-D
Optei por comprar uma panela em inox da Larini Systems (http://www.larinisystems.com/) e, a julgar pelas marcas 'alvo' desta empresa de escapes, nem queria acreditar que faziam panelas para o pequeno MX-5!!
Instalada em pouco mais de 15 minutos, veio a confirmação de que tinha sido a escolha certa… com pouca carga de acelerador e em velocidades constantes, nem se dava pela 'alteração', pelo contrário, de acelerador 'no tapete', a partir das 4.000rpm emitia um som mais parecido com um carro de troféu! À minha medida…. ;-)


 O MX-5, apesar de curto entre-eixos e de uma carroçaria bastante baixa, conseguia surpreender pelo nível de conforto proporcionado e mesmo a velocidades de 120/130, com a capota recolhida, era possível manter uma conversação normal, sem recurso a megafones!
Em termos de fiabilidade, só uma coisa a dizer…. 'Japonês'… e para bom entendedor, meia palvra basta!
Outro campo onde o Mazda constituíu uma agradável surpresa foi no seu apetite por gasolina… consumos de 7 litros/100 não eram difíceis de atingir, subindo para 10/11 litros/100 numa condução (bastante) mais empenhada!
Esse 'empenho' na condução tinha a capacidade de me gerar um sorriso de orelha a orelha, tanto mais que o diferencial autoblocante (de origem) proporcionava um fácil controlo das derrapagens de traseira, uma 'tentação' à qual dificilmente era capaz de resistir! ;-)


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